Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Canela


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Notícias - Acidente é classificado como crime
Sindicato dos Metalúrgicos de Canela e Região

Sócio, gerente e cipeiros são indiciados por exploração que matou seis

A Policia Civil de Canoas/RS concluiu o inquérito sobre a explosão que matou seis trabalhadores em junho, na Nova Protecin Requalificadora de Cilindros. A policia pediu o indiciamento de cinco responsáveis pela tragédia – entre sócios, gerentes e cipeiros da empresa. Eles são acusados de homicídio com dolo eventual (quando se assume um risco mesmo sabendo da possibilidade de ocorrência de um resultado negativo). Para Fernando Soares, titular da 1ª Delegacia de Policia Civil de Canoas e responsável pela investigação, a Nova Protecin ignorou regras básicas de Segurança do Trabalho. Por tanto, assumiu o risco de ocorrência de um acidente grave. “A investigação apurou que houve um somatório de erros que foram considerados normais pela empresa no dia do acidente. Houve muitas falhas na segurança do processo e a Nova Protecin não tomou providencias para contorná-las”, conta Soares. “ Por isso, tragédias como esta não podem ser tratadas como acidentes meramente simples. O desastre na Nova Protecin foi crime de repercussão social”, considera. Negligência No mesmo dia do sinistro já havia ocorrido outra explosão, cerca de duas horas antes, na Nova Protecin. No episódio, um trabalhador teve 20% de seu corpo queimado. Ainda assim, de acordo com o relatório da DRT/RS, a empresa não interrompeu sua produção. “O estabelecimento e os cipeiros deixaram de cumprir a NR-5 (CIPA) na momento em que não convocaram reunião extraordinária para analisar a causa do primeiro acidente”, diz Heloisa Rubenich, auditora fiscal da DRT gaúcha. “ Havia muita concentração de gás no ambiente e com a não interrupção das atividades, acorreu a segunda explosão, matando seis pessoas e ferindo outras quatro”, aponta. “ A empresa não tinha um controle adequado de seus riscos”, diz. A Nova Protecin ficou interditada por um mês. Somente voltou operar após cumprir uma serie de exigências de segurança da DRT. Alexandre Wunderlich, advogado da empresa, diz que o episodio esta sendo superado e que a Nova Protecin tem prestado toda a assistência possível aos familiares das vitimas. “ Agora, estamos aguardando o parecer do Ministério Público”. Abrevia.
Fonte: Sindicato Metalúrgico de Canoas.
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