Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Canela


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Notícias - Trabalhadores rejeitam Banco de Horas
Sindicato dos Metalúrgicos de Canela e Região

Banco de Horas ou Trabalho Escravo? Tire suas conclusões...
Fonte: Jornal do Metalurgico. Ed. Especial 06/10/2006.

Companheiros:

Nesta sexta-feira dia 06 de outubro de 2006, a empresa FamastilTaurus S.A. realizou votação para tentar implementar o banco de horas nos setores de expedição, administrativo, comercial e manutenção, os trabalhadores desta empresa já tem provas de quanto este sistema é prejudicial às suas vidas, a propaganda é de que você pode sair quando tiver um compromisso ou quando a empresa estiver em baixa de pedidos, mas a realidade é de que os trabalhadores se tornam escravos deste sistema, sendo obrigados a trabalharem quando a empresa determinar, ficando as folgas num banco que nunca funciona, mesmo quando esta empresa obriga os trabalhadores, eles tem que recorrer à justiça para receber as horas, só com o jurídico Sindical existem mais de 20 ações, sem considerar aqueles que foram prejudicados e não discutiram seus direitos. O setor de Expedição votou: NÃO, e rejeitou o banco de horas. A expedição era o setor mais explorado com o banco de horas, pois tinham que ficar trabalhando sempre nos finais de mês. Os funcionário da FamastilTaurus, rejeitaram o banco de horas em 2005, e agora tentaram implementar por setor, mas o único setor ligado a produção (expedição) também rejeitou... disse não a exploração. Conforme depoimento de um funcionário da empresa que fez questão de não ser identificado por medo de se demitido: "Nós temos que trabalhar o dia inteiro erguendo caixas de uma lado pra outro, chega no final do dia não dá pra agüentar a dor nas pernas, agora queriam esse banco de horas, por que os de 'gravata' não vem eles trabalhar de noite, sábado e domingo de graça... não podia nem marcar compromisso, que quando marcava me ingatavam... para trabalhar, minha mulher disse que ia arrumar outro, pois, não podia contar comigo. Creio que eles não vão respeitar e vão fazer nós trabalhar igual, escondido..."
O sindicato estará alerta, não se preocupem, que estamos sempre do lado do trabalhador.

Você perde com o banco de horas:

Proporcionais de Décimo Terceiro salário;
Proporcionais de férias;
Depósitos de Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS);
Tempo para aposentadoria;
Temos que considerar que além de perder estes direitos, o foto de estender a jornada de trabalho deixa as pessoas em situação de risco, a maioria dos acidentes ocorrem neste horário bem como se caracteriza pelo alto índice de doenças do trabalho e nestes itens a FamastilTaurus tem sido protagonista de diversas ações judiciais e autuações tanto do Ministério do Trabalho quanto do Ministério Público do Trabalho onde tramitam processos denunciando esta situação. É inaceitável que uma empresa que lucra milhões simplesmente se negue a pagar uma hora extra aos seus trabalhadores, sendo estes os verdadeiros responsáveis pelos lucros e o enriquecimento dos donos da empresa, mais uma vez os patrões se beneficiam de uma lei feita por Fernando Henrique Cardoso-PSDB.

Como Surgiu o Banco de Horas?

Com o objetivo de beneficiar as empresas e seus aliados no congresso, o então Presidente Fernando Henrique Cardoso edita uma MP 2164-41 (Medida Provisória) em agosto de 2001, a princípio as conseqüencias não foram sentidas pelos trabalhadores mas quando começou aparecer o efeito prático desta medida uma grande parte dos Sindicatos mais atuantes se levantaram, mas já era tarde, a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) já estava alterada, mas apesar disto a nossa Federação e o Sindicato dos Metalúrgicos através de muita luta conseguiram colocar critérios que protegem o direito do trabalhador decidir, pelo sistema de votação secreta.


Banco de Horas na FamastilTaurus:

Fica convencionada a possibilidade de adoção do banco de horas que trata o ART. 59 da CLT (com redação dada pela Lei 9.061/98 e o item 27 e seguintes da Convenção Coletiva de 2006, sisando a compensação do excesso ou redução de horas diárias de trabalho, respeitando o seguinte:
a) O empregador poderá aumentar ou reduzir a jornada de trabalho diária legal visando à compensação com o aumento ou a redução posterior de trabalho. A jornada diária de trabalho não poderá exceder a 10 (dez) horas;
b) O acertamento da compensação das horas serão efetuadas dentro de um prazo máximo de seis meses, sendo que o pagamento de eventuais horas extras será realizado no mes subseq6uente a realização das mesmas;
c) As horas excedentes ao limite previsto na letra "a" deverão ser pagas como extras e acescidas do respectivo adicional;
d) A compensação dar-se-á sempre entre segunda-feira e sexta-feira;
e) A empresa ao adotar o banco de horas fica obrigada a introduzir e utilizar controle de jornada (que poderá ser manual) devendo entregar aos seus empregados, os comprovantes das compensações realizadas.

Sindicato dos Metalúrgicos-Rua Padre Cacique,659. Canela/RS.CEP:95680-000 Fone:(0xx54) 3282 3093