Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Canela


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Notícias - Justiça do Trabalho confirma ASSÉDIO MORAL e Reintegra Trabalhador
Sindicato dos Metalúrgicos de Canela e Região

Justiça manda reintegrar trabalhador após confirmação de ASSÉDIO MORAL Fonte: Chão de Fábrica - Publicação FTM - POA, 23 de Setembro de 2005.

Durante um longo período, o companheiro Sidinei Zamberlan, Secretário Geral do Sindicato dos Metalúrgicos de Canela sofreu assédio moral por parte da gerência, mas ao mesmo tempo, mantendo sua postura firme de sindicalista e organizador de seus colegas junto ao sindicato. O Retorno desta postura digna foi conquistado nesta semana, quando ganhou ação judicial que havia encaminhado à justiça, garantindo o seu retorno à matriz.
A HISTÓRIA

Na sentença da Justiça do Trabalho de Canela diz o seguinte: ..."houve uma lenta e coordenada política com o fim de obstar articulação dos trabalhadores da empresa com o sindicato que os representa...". O fato é que Sidinei atuou ativamente junto aos colegas no sentido de rejeitar o Banco de Horas que a empresa estava tentando implementar, gerando a insatisfação da gerência. O trabalhador foi inclusive chamado na direção, onde na frente de um advogado da empresa, foi informado de que "deveria largar o sindicato porque a empresa não iria admitir manifestações dessa origem".
Como o companheiro resistiu e manteve sua posição de liderança sindical, para o qual fora eleito, inicialmente sofreu uma suspensão de 60 dias. Ao retornar foi surpreendido pela transferência para uma filial, na mesma cidade, onde continuou a exercer sua atividade sindical, sendo novamente dirigido para outra filial, as condições de trabalho eram péssimas, fazendo com que Sidinei se sentisse humiliado na sua condição de trabalhador que cumpre suas obrigações, fato que a gerência confirmou durante audiência posterior.


O SINDICALISMO

Revoltado, Sidinei entrou com ação na justiça, buscando o retorno ao seu posto de trabalho original. A empresa referiu em seus depoimentos, que o trabalhador era um dos melhores e mais capacitados profissionais da sua área, mas que ao assumir o sindicalismo passou a tumultuar as relações com a empresa. o mesmo gerente que depôs desta forma, disse ainda, que não tolerava discussões sobre questões sindicais dentro da empresa e "que o Sidinei sempre foi um empregado dedicado exclusivamente ao trabalho de programador de produção - PCP; sempre apresentou perfil tranqüilo e discreto nesta função, mas ao candidatar-se passou a formar "bolinhos" discutindo questões sindicais; fazia uma "espécie de panfletagem" entre outros movimentos. O gerente, enquanto chefia tomou a providência de chamar os trabalhadores do setor e avisou para não se envolverem nessas conversas e movimentos, o que segundo ele funcionou inicialmente, mas depois as conversas passaram a acontecer no pátio da empresa, levando as decisões de suspensão e transferência do companheiro Sidinei.
Diante das próprias palavras do gerente e dos fatos apresentados, a Justiça do Trabalho de Canela identificou o assédio moral sofrido pelo companheiro Sidinei Zamberlan ao registrar "com efeito, as diferentes formas de perseguição, implementadas no cotidiano das relações de trabalho, muitas vezes praticadas de forma sutil e sem testemunhas, tem sido objeto de atenção de todos quanto se dispõe a pesquisar e estudar o tema". Foi determinado então o retorno à matriz da empresa, sob pena de a mesma ter de pagar a ele uma multa diária de um salário mínimo. A reinserção ocorreu no mesmo dia da sentença.

Sindicato dos Metalúrgicos-Rua Padre Cacique,659. Canela/RS.CEP:95680-000 Fone:(0xx54) 3282 3093